Brasileirão Série A

Não valeu esperar: em jogo fraco, Joinville e Chape não saem do zero

9/10/2015 11:16:00 PMReginaldo Júnior

No Norte de Santa Catarina, times catarinenses fazem duelo sem muita criatividade e emoção e mantém o jejum sem vitórias neste returno de Campeonato Brasileiro 2015




O jejum de triunfos de cada time ficou evidente no 0 a 0 entre Joinville e Chapecoense. Em uma partida de mínima emoção e chances desperdiçadas, o placar fechado caiu bem, porque teve desespero e agonia dos dois lados, e também da torcida na Arena Joinville. Não valeu a pena esperar por um dia para ver o primeiro duelo entre catarinenses no returno do Brasileirão. Foi o terceiro empate sem gols seguido do JEC. Foi o quinto jogo da Chape sem vencer.
Ainda no Z-4, o Joinville volta a campo no domingo, às 11h, para enfrentar o Timão na Arena Corinthians. A Chapecoense volta para casa para o duelo contra o Flamengo no mesmo dia, mas às 16h. O time do Oeste de Santa Catarina tenta dar fim a sequência negativa no returno.

Marcelinho Paraíba Bruno Silva (Foto: Divulgação/Joinville EC)Joinville e Chapecoense empataram sem gols na Arena (Foto: Divulgação/Joinville EC)
O jogo

Havia uma falta de paciência no ar por parte da torcida mandante. O jogo havia sido adiado em um dia em virtude de atraso de nove horas da viagem do time do Oeste até o Norte de Santa Catarina, o que causou algum incômodo nos torcedores. Maior, porém, sentiram com as investidas da Chapecoense. O time alviverde chegava mais na frente e melhor, tanto que só não terminou o primeiro tempo com mais finalizações porque o Joinville teve instantes de abafa em seguidos escanteios – 5 a 4 ao fim da etapa.

O JEC abusou das ligações diretas, e mesmo assim teve o arremate que mais perigo levou, em chute de fora de Edigar Junio, aos 19 do primeiro tempo. Ao perceber que o time não conseguia a bola no meio de campo, o técnico PC Gusmão fez uma mudança tática: tirou o atacante William Henrique e colocou o volante Fabrício, saiu o 4-2-3-1 para o 4-3-3, mais próximo do que tinha a Chapecoense em campo. O jogo voltou a ficar equilibrado, mas a Chapecoense não se importava. Mantinha o contra-ataque encaixado para tentar a estocada fatal. Não foi letal porque parou em desarmes providenciais dentro da área tricolor.

O segundo tempo foi do Joinville, com maior presença no campo de ataque no começo da etapa. Assim o jogo ficou mais claro em seu desenho: o JEC, com a posse de bola, e a Chapecoense, fiel à proposta de encaixar a boa jogada de ataque, com velocidade e numa enfiada. Assim foi a chance desperdiçada por Camilo, aos 33 minutos, que perdeu ante o goleiro Agenor.

Os donos da casa não conseguiram manter a presença ofensiva de começo do segundo tempo. Não era apenas a ansiedade para marcar o gol salvador e derradeiro. A impaciência também recaiu sobre a maior parte dos 7.387 torcedores na Arena Joinville. Transferido ao campo, o jogo terminou mais feio que começou. O que não mudou foi a apatia que um 0 a 0 transmite.
Fonte: Globo Esporte


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