Brasileirão Série B

Ponte perde gol aos 48, empata com Náutico e fica sem o título da Série B

11/29/2014 06:09:00 PMReginaldo Júnior

Com derrota do Joinville em Itápolis, Macaca dependia das próprias forças, mas voltou a sentir o peso de decidir e amargou mais um vice-campeonato

A Ponte Preta voltou a sentir o peso de decidir. Voltou a fracassar quando dependia apenas das próprias forças. Como acontece há 114 anos. Com a derrota do Joinville para o Oeste em Itápolis, a Macaca precisava da vitória sobre o Náutico, na Arena Pernambuco. Mas não passou de um empate por 1 a 1. Adrianinho, aos 48 minutos do segundo tempo, teve a chance de dar ao clube o primeiro título de expressão da sua história. Errou. E a Ponte amargou mais um vice-campeonato, desta vez o da Série B do Campeonato Brasileiro. A sina alvinegra continua.
Pelo que fez até confirmar o acesso, há quatro rodadas, contra o Bragantino, a Ponte merecia a conquista máxima. Mas pelo que deixou de fazer nos últimos quatro jogos... Foram duas derrotas (Joinville e América-MG) e dois empates (América-RN e Náutico). Dois pontos em 12 disputados. A distância para os catarinenses foi de apenas um: 69 contra 70. Como alento, estará na elite nacional em 2015, mas será difícil fechar a ferida. Mais uma. Menos de um ano depois de ficar no quase na Sul-Americana.

Depois de um primeiro tempo abaixo da média, com o Náutico dominando as ações e saindo na frente, a Ponte melhorou na etapa final. Chegou a empatar com gol chorado de Renato Cajá. Martelou, acertou a trave, colocou Julio Cesar para trabalhar e viu Adrianinho receber na entrada da pequena área, cortar um zagueiro, mas demorar para bater. Não era para ser mesmo.

Já o elenco do Náutico, após uma semana turbulenta, honrou a camisa do Timbu e se despediu com o 50º ponto na Série B, na 13ª colocação. Agora, só em 2015. Para os dois. Se é que esta tarde de 29 de novembro de 2014 vai terminar para os pontepretanos.

Náutico x Ponte Preta Série B (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)Raphael Silva consola Adrianinho após meia perder gol do título (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)
 
Papéis invertidos

Na teoria, era decisão para a Ponte. E apenas mais um jogo para o Náutico. Mas a prática foi totalmente diferente. Quem se desdobrou em campo foi o Náutico. O mesmo time que está com salários atrasados, fez greve durante a semana e ameaçou não entrar em campo. E quem deixou a desejar, na bola e na vontade, foi a Macaca. A mesma equipe que passou os últimos dias prometendo até suar sangue para vencer em Recife. O primeiro lance de perigo até foi da Ponte, cmo Júlio Cesar salvando chute de Roni. Se o goleiro do Náutico mostrou serviço de um lado, Roberto não conseguiu evitar uma finalização de Vinicius de muito longe: 1 a 0 Timbu, aos 13 mintuos. O meia do Timbu teve tempo e espaço para dominar, ajeitar, olhar e arriscar. A pressão que já era grande aumentou e atrapalhou ainda mais a Macaca. A responsabilidade foi demais até para os mais experientes. Cajá levou perigo em dois chutes, mas deixou o setor de criação à mercê de ligações diretas. Muito pouco para quem buscava o título.
 
Adrianinho perde bola do título

A Ponte deixou o primeiro tempo no vestiário. Com Cafu no lugar de Alexandro, encurralou o Náutico. Martelou com Cajá, a centímetros da trave. Trave que impediu o gol de Roni no mesmo tempo que o Oeste abria o placar. As esperanças alvinegras renasciam. A Ponte voltava a depender apenas das próprias forças. E foi com tudo para cima. Não demorou para a bliz surtir resultado. Renato Cajá dominou de peito na áera e bateu. A bola passou por baixo de Julio César e entrou lentamente. Gol, chorado. Novo alento para a Macaca aos 15 minutos. O tempo passava a jogar contra. A necessidade de buscar o segundo gol obrigava a Macaca se lançar. O Náutico tinha o contra-ataque, mas os campineiros se desdobravam para atacar e voltar para marcar com a mesma disposição. Os minutos finais foram de pressão da Ponte. Alexandro parou em Julio César em cabeçada. E a bola do título caiu nos pés de Adrianinho. Aos 48 minutos, ele recebeu na entrada da pequena área, cortou o zagueiro, mas demorou para chutar e perdeu a chance de acabar com a sina de 114 anos da Macaca.

Fonte: Globo Esporte

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